Yoga Anushasanam

Yoga * Bem-estar * Foco * Consciência

Sobre o Yoga e os Gunas – Excertos do artigo “The Experience of Yoga”, do Swami Niranjanananda Saraswati

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Na minha opinião, a única forma de interiorizar um conceito é pela experiência. Vejamos o exemplo do fogo, a nossa consciência desse fenómeno é a mesma antes e depois de nos queimarmos?

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Com o intuito de ajudar a compreender “A Experiência do Yoga” através do ponto de vista da filosofia Samkhya, mais exactamente, através da compreensão do conceito dos três gunas (naturezas, condições, ou tendências): tamas, rajas e sattwa, deixo aqui alguns excertos para quem pretende interiorizar primeiro uma abordagem mais sucinta, antes de se aventurar a 100% por este artigo e outros que tais… 🙂

Realço que há termos da filosofia Samkhya que podem colidir com os nossos valores culturais e actuais, por exemplo os conceitos de espírito, de Deus e de eternidade. A filosofia em questão vem de uma cultura com vários milhares de anos em que esses conceitos simplesmente eram dados adquiridos, não havia uma tendência para os pôr em causa, porque não existia o método científico como o conhecemos hoje. Por esse motivo não me vou preocupar em “actualizar” ou “salvaguardar” crenças.

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(…)

O segundo “estado de yoga” é tornar-se consciente da força interior e não se identificar com as fraquezas. A tendência, ou natureza da mente, ou da personalidade para a acção é tamas e rajas. Tamas é a mente condicionada, o eu condicionado, é possuir uma mente fechada, é não aceitar novos valores ou conceitos, é não ser livre para explorar novos horizontes ou fronteiras, é contentar-se apenas com as próprias ideias, princípios, sistemas, pensamentos, modo de vida, etc. Rajas significa domínio, sobrevalorizar convicções, é a assertividade do “eu estou certo” para encher o próprio ego, é a própria imagem e o próprio prestígio.

Os comportamentos tamas e rajas são restritos e limitados. Não permitem a expansividade necessária à manifestação do eu. Isso é visível na nossa vida. Se há um problema que capte a nossa mente, mesmo que vamos a algum lugar novo e nos encontremos num ambiente diferente e feliz, aquele pensamento é como um íman na nossa cabeça. O problema persiste e estamos conscientes disso. Nunca há uma participação por inteiro naquele evento que está a decorrer. Estamos separados desse evento no qual queremos participar, mas não conseguimos.

(…)

Estes condicionamentos de natureza rajas e tamas originam a “entidade sensorial” e esta entidade sensorial é o problema. O corpo é o meio pelo qual interagimos com o mundo através dos sentidos, com a consciência, com o subconsciente, com as memórias. Estas interacções despoletam diferentes expressões dos sentidos e da mente. Cada uma é identificada por uma disposição (ou estado de espírito) específica, segundo a qual ficamos ou eufóricos, ou deprimidos, ou contentes e felizes, ou frustrados e ansiosos. De acordo com a disposição, a nossa relação com o que nos rodeia muda. Quando estamos felizes vimos o mundo como um lugar feliz. Quando estamos tristes, vimos o mundo como um lugar horrível. Esta disposição é uma identificação total com os sentidos, que leva à experiência de raga e dwesha, atracção e repulsão. Devido à atracção e ao não alcance do objecto desejado, a raiva surge novamente.

(…)

Como podemos nós cultivar e adoptar qualidades e atitudes positivas? Pela prática dos yamas e niyamas.

Os yamas são:

  1. ahimsa, ausência de violência na personalidade humana;
  2. satya, a verdade;
  3. asteya, não desejar obter;
  4. brahmacharya, estar ciente da consciencia elevada que guia a vida de cada um (nalgumas escolas, sobretudo as monásticas, está relacionado com abstinência sexual);
  5. aparigraha, não ser nem possessivo, nem pretender acumular riqueza.

Os niyamas são:

  1. saucha, a purificação do corpo, da mente, do discurso, dos pensamentos e das acções;
  2. santosha, o contentamento, a restrição dos desejos e dos sentidos;
  3. tapas, o desejo pela mudança, estar pronto para passar por qualquer processo para mudar e tornar-se melhor;
  4. swadhyaya, consciencia de como o corpo, a mente, os sentidos e a consciencia elevada (subtil) interagem entre si;
  5. ishwara pranidhana, viver de acordo com a “vontade divina”, ter fé em si próprio. Se a pessoa define o eu como Deus ou como si próprio depende de cada um. Mas nós existimos, então tenhamos fé nessa existência, que é eterna. Se não quisermos usar a palavra “Deus”, ou “eu”, podemos usar a palavra “existência”.

Estas são as chaves através das quais a personalidade humada é melhorada para sattwa ( a condição ou atributo de pureza, realidade, ou iluminação). Estas são as chaves através das quais a personalidade humana pode ser melhorada para ahimsa, para satya, para asteya, para aparigraha, etc. O alcançar de cada uma destas qualidades vai nutrir o espírito. Da mesma forma que o corpo é nutrido pela comida e a mente pela alegria, o espírito é nutrido pela expressão apropriada, positiva e inspiradora destas qualidades. Quando fazemos algo de bom, sentimo-nos bem por muito tempo. Sentimo-nos exaltados (no bom sentido) espontaneamente, naturalmente sem qualquer intervenção exterior. Isto é um exemplo de quão uma qualidade positiva, inspiradora pode mudar e realçar as nossas percepções, motivações, expressões, criatividade e eficiência. Assim, o segundo “mandamento” do yoga é aprender a gerir o tamas e o rajas e melhorar para sattwa.

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Igualdade

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No dia em que houver igualdade nos nossos corações, na nossa consciência, seremos grandes…

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Autoconhecimento, o que fazemos com ele?

De uma forma divertida, clara e simples, a psicóloga Nina Taboada aborda a questão do autoconhecimento do ponto de vista do autoaprimoramento. Será que nós aplicamos mesmo tudo aquilo de que tomamos consciência? Veja este vídeo e reveja-se… ou não 😉 😀

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TSF: Yoga da Índia é Património Imaterial da Humanidade


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A Unesco destaca a influência do Yoga da Índia na saúde, na medicina e até na educação e nas artes.

 

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Os Condicionamentos e o Autoconhecimento

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Este excerto, apesar de datar de 1949, “soa” bastante actual. Apesar de poder ser considerado histórico, a problemática social, económica e política das guerras e das crises parece bastante familiar. Mudam as guerras, mudam as crises, mas as questões relativas à instrumentalização do indivíduo persistem:

A sociedade serve o indivíduo? Ou o indivíduo serve a sociedade?

O que tem isto a ver com o autoconhecimento?

É possível haver autoconhecimento sem uma real consciência de tudo o que nos condiciona?

Que Estamos Buscando

Jiddu Krishnamurti

Conferência em Rajahmundry

20 de novembro de 1949

《O problema, pois, é como encontrar a verdade nesta questão: se o indivíduo é instrumento da sociedade, ou se a sociedade existe para o indivíduo. Como ides verificá-lo – não intelectualmente, mas realmente? Que se entende por “indivíduo”? Que sois vós? Que somos nós, física e psicologicamente, exterior e interiormente? Não somos o resultado de nossa civilização, nacionalidade, religião, etc.? Assim, o indivíduo é o resultado da educação, técnica ou clássica. Sois o produto do ambiente. Há os que dizem que não sois apenas seres físicos, mas algo mais: em vós mora a realidade, Deus. Isso, afinal de contas, não passa de mera opinião, resultado da influência da sociedade. É uma reação condicionada, e nada mais. Aqui, na Índia, acreditais que sois mais do que o produto de influências materiais. Outros crêem que são apenas isso, e nada mais. Ambas as crenças são condicionadas. Tanto uma como a outra são o resultado de influências sociais, econômicas e outras, – o que é um fato bem evidente. Cumpre-nos pois, em primeiro lugar, reconhecer que somos o resultado das influências sociais que nos cercam. Quer creiais, no hinduísmo, no cristianismo, quer na ideologia esquerdista, ou em nada absolutamente, vós sois o resultado daquele condicionamento.

Agora, para se descobrir se sois algo mais, é preciso que haja liberdade de qualquer condicionamento. Para sermos livres, devemos pôr em dúvida a reação social, pois só então poderemos descobrir se o indivíduo é apenas o resultado da sociedade, ou algo mais. Isto é, só há possibilidade de descobrirmos a verdade, a esse respeito, pondo em dúvida a influência social, econômica, a influência do ambiente, das ideologias, etc. Só os que duvidam são capazes de promover a revolução social. Tais indivíduos, uma vez livres de padrões, de crenças, de ideologias, estão aptos para ajudar a criar uma nova sociedade não baseada em condicionamento algum.

Vendo que o mundo está actualmente em conflito,com o imperialismo, as guerras, a fome, o aumento de população, o desemprego, o antagonismo – percebendo tudo isso, a pessoa que tem real interesse irá verificar se o indivíduo é o fim da sociedade, isto é, se a sociedade existe para o indivíduo. Se ela existe para o indivíduo, então a relação entre ambos é inteiramente diferente. Nesse caso o indivíduo é um ser livre, em relação com a sociedade, também livre. Requer isso um extraordinário conhecimento de nós mesmos. Sem auto-conhecimento não há base para o pensar: somos simplesmente moldados pelas circunstâncias. Sem conhecermos o nosso “eu” total, não pode haver pensar correto. A compreensão própria não é achada com o retirar-nos da vida, com o fugirmos da sociedade par a floresta; pelo contrário, ela se encontra nas relações com a nossa esposa, com o nosso filho, com a sociedade. As relações são um espelho no qual vemos como somos. Afinal de contas, se desejais compreender alguém, não o condenais, mas o estudais, o observais, sob todas as condições. Sois um observador silencioso, que observa, sem condenar – pois só assim compreendeis. Dessa compreensão surge a clareza, que é a base do pensar correto. Mas, pela mera repetição de ideias, por maravilhosas que sejam, tornamo-nos gramofones, tocando conforme as várias influências, mas sempre gramofones. É só quando deixa de ser gramofone que o indivíduo adquire importância. Somos então verdadeiros revolucionários, porque descobrimos o real. A liberdade de idéias, de condicionamento, só ela pode produzir revolução – a qual deve começar em vós e não com um plano previamente traçado. Qualquer pessoa engenhosa pode elaborar um plano, mas ele de nada serve.O descobrimento do que somos traz consigo uma revolução radical e esse descobrimento não depende de plano algum. É ele essencial para a criação de um novo Estado.》

Transcrito do Português do Brasil, a partir da tradução:

Que Estamos Buscando?, 2a edição, Editora Culturix. São Paulo.

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As aulas de Yoga

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As aulas visam essencialmente melhorar o desempenho físico e respiratório dos praticantes, assim como melhorar a gestão do stress resultante das solicitações do dia-a-dia e melhorar a capacidade de foco e concentração, mantendo presente a essência e a filosofia do Yoga. A partir de uma rotina de base que permitirá alguma flexibilidade, será abordado um leque variado de técnicas que visam o bem-estar, o desenvolvimento pessoal e o auto-conhecimento.

Sofia Viana

Aulas de nível aberto, em que as técnicas são adaptadas aos praticantes.

É garantido um ambiente descontraído e amigável, onde poderá:

1. melhorar a sua condição física;
2. melhorar a sua capacidade de descontracção e abstracção;
3. melhorar a sua concentração;
4. treinar a meditação;
5. aprender mais sobre as filosofias do Yoga e do auto-conhecimento.

Veja onde praticar🙂

Estrutura base da aula de yoga

A primeira parte da aula é dedicada aos ásanas, kriyas e pranayamas, nomeadamente as técnicas físicas e respiratórias com ênfase na consciência das funcionalidades do organismo, na consciência corporal, na relação entre a respiração e o desempenho do organismo, e na postura corporal. A/O praticante é levada/o a compreender a importância da relação indissociável entre força, flexibilidade e postura e incentivada/o a aplicá-la no seu dia-a-dia. Após um breve exercício de descontracção, a última parte é dedicada às técnicas de abstracção, concentração e meditação.

Fonte: As aulas de Yoga

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Os Yamas, O Primeiro Patamar do Yoga: 2. Satya (a verdade; não mentir)

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Segundo o Yoga Sutra de Patanjali, o segundo Yama, ou regra de conduta, é Satya e pode traduzir-se como, a verdade, a não-ilusão, a realidade pura.

Como Yama, Satya refere-se à importância de se ser verdadeiro em todos os aspectos, para com os outros, mas igualmente para connosco próprias(os). Creio não serem necessárias grandes dissertações éticas, nem morais sobre a importância de se ser fiel à verdade. Mas, creio que seja necessário referir que, por mais ludibriantes que consigamos ser, não nos podemos ludibriar a nós… É impossível. Mesmo que repitamos uma mentira 1000 vezes até que todo o mundo se iluda e se convença de que é verdade, nós carregamos o peso da mentira até ao dia em que  ela cai por terra… 🙂

No geral, a verdade é referida em muitos textos da cultura hindu e em vários outros de culturas que dela disseminaram. Um bom exemplo acessível a todos,  é este excerto do épico Mahabharata, na wikipédia:

सत्यस्य वचनं साधु न सत्याद विद्यते परम
सत्येन विधृतं सर्वं सर्वं सत्ये परतिष्ठितम
अपि पापकृतॊ रौद्राः सत्यं कृत्वा पृथक पृथक
अद्रॊहम अविसंवादं परवर्तन्ते तदाश्रयाः
ते चेन मिथॊ ऽधृतिं कुर्युर विनश्येयुर असंशयम

«To speak the truth is meritorious. There is nothing higher than truth. Everything is upheld by truth, and everything rests upon truth. Even the sinful and ferocious, swear to keep the truth amongst themselves, dismiss all grounds of quarrel and uniting with one another set themselves to their (sinful) tasks, depending upon truth. If they behaved falsely towards one another, they would then be destroyed without doubt.

Dizer a verdade é meritório. Não há nada acima da verdade. Tudo é suportado pela verdade e tudo repousa sobre a verdade. Até os pecadores e ferozes juram manter a verdade entre eles, descartam todos os motivos de discórdia e unindo-se entre si, empenham-se nas suas tarefas (pecaminosas), estando dependentes da verdade. Se eles se comportarem de forma falsa entre si, serão então destruídos, sem dúvida.

—  Mahabharata, Cap. CCLIX, Shanti Parva»

Um trecho bastante simples e com bastante informação inclusa… 🙂

A verdade é também abordada de forma bastante interessante pelo budismo. Esta tradição que rompeu com os pesados cânones sociais hindus e se colocou ao alcance de todos, sem discriminação, assenta em quatro pilares que, por sua vez, estão fundados na verdade. São  eles As Quatro Nobres Verdades do Budismo, catvāri āryasatyāni (lê-se chatuari aryasatyani, do sânscrito: chatur – quatro, arya – nobre, satya – verdade/realidade):
  • Dukkha, A Realidade do Sofrimento: “Esta é a nobre verdade do sofrimento: A vida é sofrimento”
  • Samudaya, A Realidade da Origem do Sofrimento: “Esta é a nobre verdade da origem do sofrimento: é este desejo que conduz a uma    renovada existência, acompanhado pela cobiça e pelo prazer, buscando o prazer aqui e ali; isto é, o desejo pelos prazeres sensoriais, o desejo por ser/existir, o desejo por não ser/existir.”
  • Nirodha, A Realidade da Cessação do Sofrimento: “Esta é a nobre verdade da cessação do sofrimento: é o desaparecimento e cessação sem deixar vestígios daquele mesmo desejo, o abandono e renúncia a ele, a libertação dele, a independência dele.”
  • Magga, A Realidade do Caminho para a Cessação do Sofrimento: “Esta é a nobre verdade do caminho que conduz à cessação do sofrimento: é este Nobre Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta.”

Adaptado de: “Quatro Nobres Verdades”

Fazendo agora um paralelismo com a tradição hindu, o próprio Yoga Sutra do Maharishi Patanjali começa da seguinte forma:

Atha yoga anushasanam,

Agora, o ensino do yoga,

Yogash chitta vritti nirodhah.

O yoga é a cessação dos pensamentos (instáveis) da mente.

Onde a palavra sânscrita nirodha significa paragem, ou cessação e está da mesma forma colocada num contexto de cessação da instabilidade dos pensamentos, das ilusões, ou dispersões mentais que toldam a mente consciente, sendo essa a fonte de todo o sofrimento e sendo mostrado o caminho para o superar, um caminho de oito patamares, interpretados de diferentes formas no hinduísmo e no budismo, mas conduzindo, em ambos os casos, o ser humano à verdade, à libertação das ilusões da vida e da “armadilha do ego”.

Uma forma lúdica e simples de conhecer a história de Siddharta Gautama, o Buddha, é procurar o filme de 1993 intitulado “O Pequeno Buda”. É uma história para crianças protagonizada pelo actor Keanu Reeves, que mostra os pontos principais desde o nascimento do pequeno príncipe Siddharta, à sua vitória sobre o demónio Mara e consequente iluminação, tornando-se Buddha, o libertado em vida.

Pessoalmente, esse filme que só vi há pouco tempo, tocou-me bastante mais pelo protagonista, do que propriamente pela história. A vida é algo bem mais complexo de se lhe encontrar um sentido, do que aquilo que aparenta ser, passo a explicar porquê: O actor Keanu Reeves, apesar de ser um excelente profissional, era alguém sobre quem há alguns anos eu e os meus colegas fazíamos piadas sobre a sua expressão facial de uma seriedade inabalável. Anos depois arrependi-me profundamente de tais brincadeiras, pois não tinha ideia de que o actor tinha perdido a mulher e a filha e de que doava praticamente todo o seu dinheiro a um organismo de investigação para a leucemia, doença da qual a sua irmã padece, para além de ter tido uma vida difícil e ter vindo de uma família destruturada. A primeira vez que eu vi este actor sorrir a sério e sem parecer forçado foi neste filme, “O Pequeno Buda”…

Perdoem-me o momento spoiler, mas é que no filme ele representava o papel de um príncipe que tinha tudo e que nunca conheceu o sofrimento até ao dia em que a sua sede de conhecimento era tão grande, que ousou passar as muralhas do palácio. Aí ele vivenciou pela primeira vez a doença, a morte, a dor, o sofrimento e até mesmo a misericórdia. Então ele deixou a mulher e o filho recém-nascido para provar que havia um caminho para que todos nos pudéssemos libertar da prisão do sofrimento. Na vida real ele começou digamos, sem nada, até ao dia em que tinha tudo, mas depois veio o dia em que perdeu a família e tudo o que ele tinha não lhe valeu de nada… Ou seja, ele vivenciou na realidade exactamente aquilo que representou nesse filme. Não me sai da cabeça a forma caricata como esse homem teve de tomar consciência dos vários aspectos da realidade, da sua dualidade, da impermanência da vida, de que um dia podemos ter tudo e noutro não termos nada, de que um dia podemos tudo e noutro não podemos coisa nenhuma. Isto não é bom, nem é mau… é apenas a verdade.

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Alimentação vegetariana: Não acreditam em mim? Isso é entre vocês e Jesus, minhas caras e meus caros crentes… Ahahah! :D

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Não me considero a pessoa mais vegetaria à face da Terra, pois faço alimentação ovo-lacto-vegetariana. Eventualmente algum dos prefixos cairá ao longo do tempo, mas para já não. Ainda me estou a desapegar do trigo, pois afinal acusei intolerância, e não consigo fazer tudo ao mesmo tempo. Por um lado, o ter tendência para anemia deixa-me sempre com peso de consciência de largar a proteína animal, devido ao mito da B12, o qual nem os médicos têm a certeza de que é real mas, principalmente, é o lado social do fenómeno de “não comer o que toda a gente come” que tem mais impacto na minha vida. Imaginem: se ao não com carne e peixe já somos tratados como marcianos, se ao não comer pão somos maníacos-suicidas (note-se que sou alentejana)… quando eu tirar de vez os ovos e os lacticínios alguém me vai tentar internar. Bem, tudo a seu tempo… 🙂

Ora estava eu tranquilamente a fazer uma pesquisa para o próximo de uma sequência de vários posts que irei colocar aqui no blog, quando me apareceu uma referência a esta passagem de um texto chamado “O Evangelho dos 12 Santos”, um daqueles tantos que não constam na Bíblia:

«Mas foi em 1880 que o reverendo inglês Gideon Ouseley achou um manuscrito chamado O “Evangelho dos Doze Santos”  num monastério budista na índia, escrito em aramaico – a língua que Jesus falava – que teria sido levado para o Oriente por essênios refugiados. Nessa versão desconhecida do Novo Testamento se revela mesmo um Jesus que defendia a crença na  Reencarnação e era vegetariano, pois condenava o próprio morticínio de animais dizendo o seguinte:

Será que estão só a falar de tecido…?

“Vim para abolir as festas sangrentas e os sacrifícios, e se não cessais de sacrificar e comer carne e sangue dos animais, a ira de Deus não terminará de persegui-los, como também perseguiu a vossos antepassados no deserto, que se dedicaram a comer carne e que foram eliminados por epidemias e pestes”. (capítulo 21)
E mais acrescentava:
“Na verdade eu vos digo que aqueles que partilham dos benefícios obtidos praticando actos contra uma das criaturas de Deus não podem ser íntegros, nem podem aqueles cujas mãos estejam manchadas de sangue, ou cujas bocas estejam contaminadas pela carne…” (capítulo 38) »

in: “Crudivorismo Mundial”

Bem, devo confessar que me dava muito jeito justificar o vegetarianismo como vontade divina. Provavelmente a vida social seria muito mais facilitada, não haveria opressão, nem perseguição ideológica, nem discriminação… Enfim, a vida vegetariana seria muito mais leve e descontraída… 😀

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Livros de Yoga para iniciantes: 3 obras essenciais para quem está começando

Pode parecer o cliché “ouve o que eu digo, não olhes para o que eu faço”… Na verdade, não foram estes os livros pelos quais comecei e nem ainda cheguei a eles porque andei a cirandar por outras partes, no entanto, recomendo vivamente estes autores e não poderia fazer melhores recomendações de obras escritas /traduzidas em/para língua portuguesa 🙂

yoga em casa | para conhecer e começar a praticar onde estiver

Livros de Yoga para iniciantes 3 obras essenciais para quem está começandoAo entrar em contato com yoga é comum ficarmos um pouco perdidos em meio a um vasto universo de conhecimento que se abre e revela práticas e ensinamentos que envolvem o corpo, a mente, a relação com os outros seres, com o meio ambiente e também com Deus.

Posturas, técnicas respiratórias, meditações, mantras e textos sempre embasados por uma visão de espiritualidade original dotada de uma natureza interdisciplinar carregada de simbolismos e poesia atrai a atenção de cada vez mais pessoas pelo mundo.

A popularização, contudo, promoveu uma onda crescente de fontes e informações, por vezes contraditórias, que se por um lado tornou mais fácil chegar ao yoga, pelo outro acabou dificultando uma compreensão profunda e integrada do yoga como um todo. Pensando nisso, preparei esta lista com livros que vão ajudar quem está começando a estruturar uma base de entendimento sólida.

É claro que se trata apenas de um ponto de…

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Inscrições Abertas! :)

Onde praticar a partir de Outubro?

No Lumiar 🙂

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Já pensou em si hoje? Não há momento certo para (re)começar, pois qualquer momento é tão certo quanto os demais. São as nossas escolhas que tornam os momentos decisivos. 🙂

Sofia Viana

Localização, horários e contactos:

A partir de Outubro de 2016, nas novas instalações do Clube de Judo Hajime, no Lumiar.

Rua Manuel Marques n.º 12 J 1750-171 Lisboa

(Nas traseiras do Ginásio Da Vinci, perto do lago. Passagem pedonal no edifício.)

Inst. Sofia Viana

Tlf: 915029077

email: yoga.anushasanam@gmail.com

Fonte: Onde Praticar

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